Após a sequência de fortes altas registrada nos últimos pregões, os contratos internacionais do açúcar recuaram nesta terça-feira (7), refletindo realização de lucros. No mercado interno, porém, o indicador do CEPEA/ESALQ voltou a subir, enquanto o etanol permaneceu em queda.
O mercado internacional do açúcar iniciou a semana em movimento de ajuste. O recuo foi observado tanto na bolsa de Nova York quanto em Londres, embora os fundamentos de oferta sigam sustentando as cotações.
Na ICE Futures, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em baixa. O vencimento outubro/26 recuou 0,08 ponto, fechando a 15,14 cents de dólar por libra-peso. O contrato março/27 perdeu 0,05 ponto, para 16,06 cents/lbp, enquanto o maio/27 caiu 0,04 ponto, encerrando o dia a 15,83 cents/lbp. As demais posições também registraram perdas.
Londres
Na ICE Futures Europe, o açúcar branco também fechou em queda. O contrato agosto/26 recuou US$ 12,50, encerrando o pregão a US$ 475,90 a tonelada. O vencimento outubro/26 perdeu US$ 11,90, para US$ 466,90, enquanto o dezembro/26 caiu US$ 10,00, fechando a US$ 465,40 a tonelada.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, apresentou recuperação. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 93,87, com alta diária de 2,10%.
Com o avanço, o indicador passou a acumular alta de 2,85% em julho, refletindo maior firmeza nas negociações do mercado spot paulista.
Etanol
No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanolhidratado a R$ 2.290,00 por metro cúbico, com queda de 0,24% em relação ao pregão anterior.
Apesar da estabilidade relativa no dia, o biocombustível acumula recuo de 3,19% no mês, indicando que o mercado segue pressionado pelo avanço da oferta.
Análise
Segundo análise do Notícias Agrícolas, o recuo das bolsas internacionais esteve ligado principalmente à realização de lucros, após o açúcar atingir os maiores patamares dos últimos meses. Ainda assim, o mercado permanece atento aos fundamentos, especialmente às condições climáticas na Índia. As chuvas de monções seguem abaixo da média em importantes regiões produtoras, mantendo as preocupações com a oferta global e limitando movimentos de baixa mais intensos.
Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias


