Os dados da SECEX/MDIC abrangendo os quatro principais itens de carne de frango exportados pelo Brasil – frango inteiro, seus cortes, industrializados e carne de frango salgada – apontam, para setembro último, embarques da ordem de 468.444 toneladas, volume 0,75% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
Uma vez que as carnes in natura (frango inteiro e seus cortes) registraram aumento anual (de +1,87%), conclui-se que o déficit registrado, de pouco mais de 3.500 toneladas, deve-se aos outros dois itens. Mas, aparentemente, a queda ficou concentrada na carne de frango salgada, cujo volume, em setembro, foi de apenas 5.700 toneladas – 61% a menos que um ano atrás. Uma vez que ela tem como destino, sobretudo, a União Europeia, conclui-se também que, a despeito da reabertura de seu mercado, o bloco europeu ainda não retomou as importações da carne de frango brasileira.
Como efeito, principalmente, dessa redução, o volume total exportado, embora recorde nos últimos 12 meses, foi apenas o quarto (ou terceiro) maior registrado na história do setor, ficando aquém das (questionáveis) 504 mil toneladas de março de 2023 e das pouco mais de 470 mil toneladas registradas em abril e setembro do ano passado.
E como, paralelamente à queda de volume, houve substancial retração no preço médio (queda de, praticamente, 10% sobre setembro/24), a queda na receita cambial do mês foi mais significativa, com recuo superior a 10%. E isto se reflete no acumulado dos nove primeiros meses de 2025, fechados com queda de 2,13%.
Já o índice de queda no volume acumulado é menor, de pouco mais de 1,6%. Tende, pois, a uma reversão neste trimestre final do ano, podendo encerrar o exercício com resultado positivo. Como os acumulados nos últimos meses, que apresentam expansão de 1,23% no volume e de 2,89% na receita.

Fonte: AviSite



