Sem poder ainda contar com as importações da China (que só agora, em novembro, reabre suas portas à carne de frango brasileira), a Região Sul – que detém mais de três quartos do volume exportado pelo Brasil – fechou os 10 primeiros meses de 2025 registrando embarques 1,67% menores que os de idêntico período de 2024. O déficit, porém, agora é menor que o observado entre janeiro e setembro, quando superou a casa dos 3%.
Como o embargo envolveu o principal importador, os efeitos, naturalmente, recaem principalmente sobre o principal exportador – no caso, o Paraná, que responde por mais de 40% das exportações do setor. Assim, enquanto a queda de 0,62% nas exportações totais está representada por 26,3 mil toneladas a menos, a redução de 4,09% no Paraná implicou em 74 mil toneladas a menos que entre janeiro e outubro de 2024.
No Rio Grande do Sul (onde ocorreu o caso de IAAP na avicultura comercial), o índice de redução é bem menor, de apenas 1%, resultando em uma queda de 5,7 mil toneladas no volume exportado. Já Santa Catarina reverteu a queda anterior e contabiliza agora aumento de 2,5% – 24 mil toneladas a mais que o exportado há um ano.
Da mesma forma que o Sul, a Região Nordeste também fecha os 10 primeiros meses de 2025 com queda no volume exportado. Mas o índice de retração apontado – queda de 3% – envolve menos de 200 mil toneladas, cerca de três milésimos das perdas enfrentadas pela Região Sul.
Sudeste e Centro-Oeste caminham com resultados positivos no volume embarcado (aumento de 3%), mas, entre os dois, somente o Centro-Oeste registra aumento também na receita cambial.
Mas quem apresenta os maiores avanços – de 61% no volume e de 69% na receita cambial – é a Região Norte. Pena, somente, que a Região responda por menos de meio por cento das exportações brasileiras de carne de frango.

Fonte: AviSite



