Palestras abordaram sanidade, nutrição, confinamento e bem-estar animal, destacando o impacto da estiagem, queimadas e a busca por maior eficiência produtiva
A pecuária foi o tema da rodada de palestras da Intertech Expo Rio Preto nesta quinta-feira. Ao todo, seis especialistas abordaram tópicos como a eficiência do protocolo sanitário em criações de gado, estratégias nutricionais, bem-estar animal, operações de confinamento e metas produtivas. O objetivo foi oferecer suporte aos pecuaristas da região, desde a compra do gado até a venda da carne para frigoríficos.
A primeira conversa foi com o médico-veterinário Cesar Franzon, que alertou os produtores sobre as doenças que mais causam mortes na região e trazem prejuízos aos criadores.
“As principais doenças são a pneumonia, a raiva e os parasitas, que dão muita dor de cabeça aos pecuaristas”, afirmou.
O estado de São Paulo registrou 1,3 milhão de cabeças confinadas em 2025, segundo um estudo de confinamento, o que representa um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior. Já o levantamento do IBGE indica um total de 238,2 milhões de bovinos no país. Esse número corresponde a uma parte do rebanho total, mas não ao total absoluto.
Não há um censo específico de 2025 para a região de São José do Rio Preto, apenas para o estado e para o país.
Franzon também comentou as dificuldades que os pecuaristas enfrentam neste período de estiagem e queimadas, que resultam em queda de produtividade e no adoecimento do gado.
“Essas queimadas acabam com o que o gado tem para comer, que é o pasto. Esse é um período crítico, porque o calor e a fumaça atrapalham o desempenho dos animais. O criador precisa desembolsar dinheiro para complementar a alimentação do rebanho”, explicou.
Quem acompanhou a Intertech aprovou as informações compartilhadas, como o consultor pecuarista Carlos Alberto Simplício, que comemorou a oportunidade de reunir criadores de todos os portes em busca do aumento da taxa de desfrute.
“Hoje, a taxa de desfrute do Brasil é de 25%. Por isso, um evento como este é muito importante para que o pequeno pecuarista tire suas dúvidas e aumente a produção e o abate”, destacou.
O dia foi encerrado com uma mesa-redonda sobre sistemas de produção que integram agricultura e pecuária em uma mesma área, de forma simultânea ou sequencial, visando otimizar o uso da terra, aumentar a produtividade e promover a sustentabilidade.
Crédito imagem: Thaís Lobato
Por Thaís Lobato, especial para o Jornal Campo Aberto



