Brasil atualizou suas metas durante a COP29, permitindo ajustes conforme os avanços tecnológicos
Acordo de Paris para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e mitigar os impactos das mudanças climáticas. Cada nação define suas metas com base em suas condições socioeconômicas, capacidades tecnológicas e prioridades de desenvolvimento sustentável. As NDCs, estabelecidas no Acordo de Paris, assinado em 2015, durante a COP21, são revisadas periodicamente para garantir maior ambição na transição para uma economia de baixo carbono, alinhando-se ao objetivo global de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.
No caso do Brasil, as NDCs incluem metas específicas para setores estratégicos, como energia, agropecuária e uso da terra. O país tem reforçado seu compromisso com a redução de emissões através de políticas públicas voltadas para a conservação florestal, incentivo a fontes renováveis de energia e adoção de práticas sustentáveis no agronegócio. Além disso, a nova atualização da NDC brasileira, apresentada na COP29, estabelece uma meta flexível, permitindo ajustes conforme os avanços tecnológicos e as parcerias internacionais, sem comprometer os compromissos ambientais.
O setor agropecuário desempenha um papel essencial, contribuindo tanto para a redução das emissões de gases de efeito estufa quanto para a captura de carbono. No Brasil, iniciativas como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Agricultura de Baixa Emissão de Carbono e a recuperação de pastagens degradadas ajudam a minimizar o impacto ambiental da produção agrícola e pecuária. Além disso, a adoção de bioinsumos, o manejo sustentável do solo e o aumento da eficiência na produção reduzem a liberação de metano e óxido nitroso, dois gases altamente poluentes. Com essas práticas, o agronegócio brasileiro não só fortalece sua competitividade no mercado global, mas também se alinha às metas climáticas do país, promovendo um modelo produtivo mais sustentável e resiliente às mudanças climáticas.
A importância das NDCs vai além da redução de emissões, pois também incluem ações de adaptação às mudanças climáticas, mecanismos de financiamento sustentável e estratégias de desenvolvimento resiliente. O cumprimento dessas metas é essencial para garantir a credibilidade dos países no cenário internacional, atraindo investimentos e fortalecendo políticas ambientais. Dessa forma, as NDCs representam um instrumento fundamental para a cooperação global, incentivando ações concretas para enfrentar a crise climática e promover um futuro mais sustentável. O assunto, certamente, será discutido e se transformará em personagem importante da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30).
Fonte: FAESP