Embora em agosto o México tenha se tornado o principal destino da carne de frango exportada pelo Brasil, no cômputo dos oito primeiros meses de 2025 ainda permanece atrás da China. Mas, sem dúvida, deu um grande salto ao passar da oitava posição em 2024 para a quinta posição neste ano. Já a China, cujo embargo sobre o produto brasileiro ainda vigora, permanece no quarto lugar, posição para a qual foi guindada em julho passado.
Notar, a propósito, que entre os 10 principais importadores do produto, apenas três registram aumento de volume no ano. Ou, além do México, somente Arábia Saudita e Singapura. Mas o incremento mais significativo é dado pelo México: 46% a mais. Ou seja: não fosse o México ter “segurado as pontas”, a redução entre os 10 primeiros teria sido muito maior que os 10,71% ora registrados.
Sob esse aspecto, a perda maior está sendo causada pela China: 35,60% de redução. Mas África do Sul e Iraque também apresentam redução expressiva, de 28,13% e 29,21%, respectivamente. Em decorrência – e como há tempos não se via – a participação individual de todos os integrantes do grupo ficou abaixo dos 10%. A da China, por exemplo, que em 2024 (12 meses) chegou a 16,72% do total, caiu nestes oito meses para 6,91% do total, uma redução de 34,47% em relação a idêntico período do ano passado.
Não escapa, no entanto, que a redução observada está restrita ao grupo dos 10 principais importadores. Quer dizer: entre os demais 161 importadores houve aumento, de 12,58%. Que se estendeu até mesmo à receita cambial (+6,28%). E o efeito – provavelmente inesperado – foi uma salutar diluição do mercado importador.
Em outras palavras, a participação dos importadores não inseridos no grupo dos 10 mais aumentou perto de 25%, passando de cerca de 34,5% no fechamento de 2024 para pouco mais de 44% neste ano. Graças, inclusive, a um aumento de 5% no número de países importadores.
É provável que, mais à frente, com a normalização dos embarques, os índices de participação dos principais importadores voltem aos padrões anteriores. Seria ideal, no entanto, perseguir os padrões atuais. Depois do episódio de IAAP na avicultura comercial, a avicultura deve ter entendido que não é ideal depender de alguns poucos países.

Fonte: AviSite



