Analisada a distribuição das exportações brasileiras de carne de frango dos oito primeiros meses de 2025 constata-se que a redução ora observada no volume, inferior a 2%, vem sendo determinada por apenas um continente – o asiático, onde o volume importado do Brasil recuou cerca de 10%, fazendo com que a participação da China no total exportado recuasse cerca de 8%, situando-se agora em perto de 59% (quase 64% um ano atrás).
Neste caso (e segundo os padrões divulgados pela SECEX/MDIC), a queda entre os países do Oriente Médio (-8,69%) foi menor que a ocasionada pelos demais países asiáticos (-11,18%, aqui inclusa a China). Mas a queda não foi generalizada, pois entre os 10 países que compõem a ASEAN ocorreu aumento de volume (+3,3%).
Entre as três Américas, só a do Sul registrou queda de volume (-19,49%). Mas o recuo foi mais incisivo (-26,37%) nos quatro países integrantes da Comunidade Andina (CAN). Minimizou ligeiramente essas reduções o aumento de mais de 170% no volume exportado para países do Mercosul.
Na Europa prevaleceu a estabilidade em relação aos oito primeiros meses de 2024, pois o volume importado foi, praticamente, o mesmo. Claro, se esse resultado dependesse exclusivamente da União Europeia (-2,39%) teria ocorrido uma queda. Mas os demais países europeus neutralizaram essa redução ao aumentarem suas importações em quase 7%. Notar, de toda forma, que – mesmo importando menos que há um ano – a receita cambial proporcionada pela União Europeia aumentou mais de 10% em 2025.
Observar, também, que embora tenha importado volume corresponde a (cerca de) 40% do volume africano, a Europa proporcionou receita quase 15% maior que a obtida na África. Daí a importância europeia para as exportações brasileiras.

Fonte: AviSite



