Os contratos futuros do milho encerraram o pregão desta quarta-feira (22) em alta tanto na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) quanto na Bolsa de Chicago (CBOT). O movimento foi impulsionado por fatores climáticos adversos em importantes regiões produtoras do mundo, além do aumento na produção de etanol nos Estados Unidos.
Mercado climático aquece cotações no Brasil e no exterior
Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado climático está no centro das preocupações dos operadores. Geadas na Rússia e Ucrânia, chuvas excessivas na Argentina e nos Estados Unidos, além da previsão de geadas no Centro-Sul do Brasil, pressionaram os preços para cima.
“Com isso, o mercado climático agitou as cotações dos mais diversos grãos, entre eles o milho na B3”, destacou a consultoria em boletim de fechamento.
Desempenho dos contratos futuros – B3
| Vencimento | Preço (R$) | Variação diária | Variação semanal |
|---|---|---|---|
| Julho/25 | 64,47 | +R$ 1,50 | +R$ 1,47 |
| Agosto/25 | 66,14 | +R$ 1,83 | +R$ 1,37 |
| Setembro/25 | 69,15 | +R$ 1,50 | +R$ 0,78 |
Chicago impulsiona B3 com etanol e clima chuvoso nos EUA
Na Bolsa de Chicago, os contratos também fecharam em alta. A valorização foi puxada por duas frentes: o aumento na produção de etanol à base de milho nos EUA e os impactos climáticos no cinturão agrícola norte-americano, que enfrenta excesso de chuvas e previsão de calor intenso.
| Contrato (CBOT) | Preço (cents/bushel) | Variação (%) | Variação (cents) |
|---|---|---|---|
| Julho/24 | 461,00 | +1,43% | +6,50 |
| Agosto/24 | 442,75 | +1,72% | +7,50 |
Clima desafia safras e eleva incertezas
Além dos EUA, danos às colheitas em países como China e Rússia ampliaram a preocupação com a oferta global. “A primavera, geralmente chuvosa, deve se transformar em condições quentes e secas em alguns dos principais estados produtores dos EUA”, apontou a TF Agroeconômica.
As projeções climáticas reforçam a atenção do mercado com riscos à produtividade em múltiplas regiões, o que tende a sustentar ou até intensificar o viés altista para os preços do milho no curto prazo.
Conclusão
O milho entra na reta final de maio com forte influência do clima, tanto no Brasil quanto no exterior. A combinação entre incertezas na produção global e movimentos técnicos nas bolsas contribui para manter a volatilidade dos preços — um alerta importante para produtores, compradores e exportadores.
Redação Jornal Campo Aberto



