À primeira vista, o milho é muito mais dependente do frango do que se imagina, visto que, nos últimos 13 meses (gráfico abaixo), a evolução da curva de preços de ambos foi extremamente parecida.
Obviamente, a conclusão é falsa, pois as escalas são diferentes: a do frango, em quilogramas; a do milho em sacas de 60 kg. Mesmo assim não escapa que, por pura coincidência (afinal, ninguém esperava que o mercado do frango desabasse por conta da ocorrência de IAAP na avicultura comercial) o comportamento mercadológico dos dois produtos tem sido muito similar.
De toda forma, o desempenho do milho é melhor (ou menos ruim) que o do frango. Por exemplo, chegou a março deste ano (quando alcançou a melhor cotação em exatos três anos) registrando valorização de mais de 55% em relação a julho de 2024. E ainda que a partir de abril tenha acumulado uma queda de quase 30% sobre o pico de preços, fecha julho corrente alcançando valor 11,22% superior ao de um ano atrás.
Não foi o que ocorreu com o frango. Que, mesmo registrando em abril, nominalmente, um recorde histórico de preço (perto de R$8,70/kg), alcançou valor apenas 19% superior ao de um ano antes (contra mais de 55% de aumento do milho). E embora acumulando nos últimos três meses (em relação ao pico) uma queda (16%) bem inferior à do milho, completa o sétimo mês de 2025 com, praticamente, a mesma cotação de um ano atrás, isto é, sem nenhum ganho e perdendo até da inflação. Que, pelo IPCA-15 registra alta de 5,3% no acumulado dos últimos 12 meses.
Como resultado, o poder de compra do frango em relação ao milho recuou cerca de 10% em relação a julho de 2024. Um ano atrás, a aquisição de uma saca de milho solicitava perto de 7,850 kg de frango abatido, volume que, em julho corrente, subiu para 8,715 kg.
O curioso, no entanto, é que o volume atual ainda é inferior ao exigido na média do quadrimestre janeiro/abril deste ano (quando os dois produtos registraram seus melhores preços do ano). Então, a aquisição de uma saca de milho exigiu 9,662 kg de frango

Fonte: AviSite



