Seis leilões e julgamentos de raças marcaram a programação da feira, que reuniu quase 3 mil animais no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto
A 62ª Expo Rio Preto encerrou sua programação com números expressivos. Ao todo, 2.863 animais foram negociados durante os seis leilões realizados, somando R$ 5.574.970,00 em volume total de negócios. O resultado reforça o protagonismo da feira como uma das mais importantes vitrines do agronegócio paulista.
Os leilões reuniram criadores de diversas regiões e destacaram tanto o potencial econômico quanto a qualidade genética dos rebanhos. O destaque financeiro ficou para o Leilão Mulheres do Agro, que movimentou cerca de R$ 1,86 milhão com a venda de 786 animais. Em seguida, o Leilão Carga Fechada registrou R$ 1,22 milhão em negócios e 807 animais comercializados.
O Leilão de Gado de Corte Tanabi Leilões teve grande participação, com 988 animais vendidos e mais de R$ 1 milhão movimentados. Já o Girolando Premium somou R$ 728 mil em vendas com 65 animais ofertados. Entre os leilões de genética, o Genética de Pulos – Máfia do Boi alcançou 100% de liquidez, totalizando R$ 600 mil em negócios e 21 animais comercializados. O ciclo se encerrou com o Leilão de Ovinos, que arrecadou R$ 128 mil e negociou 196 animais.
Segundo o leiloeiro Paulo Belarmino, responsável pela Tanabi Leilões, o resultado consolida o sucesso da feira.
“Foi um sucesso, principalmente o leilão das mulheres, que movimentou a segunda fase da Expo”, destacou.
Além do desempenho nas pistas de negócios, mais de mil animais participaram dos julgamentos oficiais das raças zebuínas e equestres, reafirmando a relevância da feira no circuito da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).
Na categoria Nelore, os grandes vencedores foram Bellatriz FIV CBA, consagrada grande campeã, e o touro Lugano FIV Kado, da Fazenda Terra Prometida, que conquistou o título de Grande Campeão.
Entre os Nelore Mocho, os títulos ficaram com a fêmea Olinda Angico e o touro 9192 RG, ambos da Fazenda Paraíso, de Dalton Dias Heringer, em Vila Velha (ES). Já na categoria Nelore Pelagens, o destaque foi a fêmea NEJA 2797 FIV V3, da Fazenda Porto Velho, de Boa Esperança do Sul (SP), enquanto o Grande Campeão foi NEJA 3638 FIV V3, da Fazenda Bela Olinda, em Paranaíba (MS).
A raça Tabapuã também teve espaço de destaque, com a fêmea Orla FIV TJG, da TJG Agropecuária, eleita Grande Campeã, e o touro Iluminado, da Fazenda Água Marinha, de Uberaba (MG), como Grande Campeão. Os julgamentos foram realizados em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Tabapuã (ABCT).
Nos dias 4 e 5 de outubro, o recinto também sediou o tradicional julgamento da raça Mangalarga, reunindo criadores e expositores de várias regiões do país. O jurado Paulo Francisco Della Torre destacou a alta qualidade técnica dos animais avaliados, tanto nas provas puxadas ao cabresto quanto nas montadas.
Entre os premiados, o cavalo Gatuzzo Cass, de Cassiano Terra Simon (São José dos Campos-SP), conquistou o título de Campeão de Marcha e Campeão Geral na categoria Cavalo Maior. Já a égua América RJ Boa Vista, de Renato Diniz Junqueira (Orlândia-SP), foi eleita Campeã Geral da exposição.
Nas duas etapas, o evento recebeu cerca de 102 mil pessoas, além de movimentar mais R$38,5 milhões com 97 expositores e 14 associações no recinto.
O evento gerou 758 empregos indiretos e acolheu 294 tratadores.
Por Thaís Lobato, especial para o Jornal Campo Aberto



