O Hora da Prosa, quadro do Jornal Campo Aberto, recebeu o engenheiro agrônomo Olavo Lopes, gerente de grandes contas da De Heus, para uma conversa franca sobre os desafios da pecuária no Brasil durante o período de seca. Com experiência de oito anos na empresa e doutorado em Nutrição de Ruminantes pela Universidade Federal de Lavras, Lopes trouxe orientações práticas sobre suplementação e manejo estratégico para enfrentar a estiagem sem comprometer a produtividade.
Seca desafia produtores e exige planejamento
A escassez de chuvas afeta diretamente a qualidade das pastagens, principal fonte de alimentação do rebanho bovino. Nesse cenário, a suplementação se torna essencial para evitar quedas no ganho de peso e na produção.
“O objetivo da suplementação é complementar o que o pasto não entrega. Cada categoria animal tem uma meta de ganho, e hoje a pecuária não permite falhas — a conta precisa fechar”, destacou Olavo.
Segundo ele, a prática deve ser pensada de forma estratégica, respeitando as variações sazonais e regionais. “O pasto de verão, abundante em biomassa, é muito diferente do pasto de inverno, mais fibroso e pobre em nutrientes. O produtor precisa planejar o estoque de forragem e adotar protocolos de suplementação para não perder produtividade”, explicou.
Da tradição à eficiência: pecuária no novo tempo
O especialista lembrou que, no passado, o baixo custo da terra permitia uma pecuária extensiva, com abates tardios e baixa produtividade. Hoje, a realidade é outra.
“A competição com a agricultura e a urbanização exige eficiência. O pecuarista precisa ser cada vez mais profissional, usar planilhas de custo e entender que amor à atividade não basta — é preciso gestão”, afirmou.
Casos de sucesso e novas tecnologias

Durante a entrevista, Lopes relatou experiências de propriedades que adotaram soluções inovadoras em suplementação. Um dos exemplos veio da Fazenda Rancho Alegre, em Lavínia (SP), que alcançou 93% de prenhez em uma estação de monta curta, graças à adoção de tecnologias nutricionais da De Heus.
“O resultado só aparece quando o planejamento é levado a sério e todas as variáveis — nutrição, manejo, genética e sanidade — trabalham juntas”, reforçou.
Entre as soluções destacadas, está o MUB, produto exclusivo da empresa no Brasil, que reúne minerais, proteína, vitaminas e energia em um único suplemento pronto para uso, garantindo praticidade e eficiência ao produtor.

O recado final: pecuária é multifatorial

Para Lopes, não existe receita única. Cada região do Brasil tem suas particularidades climáticas e de produção, e o segredo está em unir estratégia, técnica e disciplina de gestão.
“Suplementação é importante, mas não resolve sozinha. É preciso enxergar a fazenda em 360 graus. Quando a atividade é economicamente viável, toda a cadeia agradece — do produtor ao consumidor”, concluiu.
? A entrevista completa com o engenheiro agrônomo Olavo Lopes está disponível no canal do Jornal Campo Aberto, no Youtube.
Da Redação Jornal Campo Aberto



