Da direita para esquerda: Diretor-presidente do FUNDECITRUS Antônio Juliano Ayres, Cel. Fábio Cândido, Prefeito de São José do Rio Preto, Dr. Cleverson D’Ávila, Carina Ayres, Secretária de Agricultura e Abastecimento de São José do Rio Preto e Karina Franco D’Ávila
Iniciativa busca manter a citricultura paulista competitiva e sustentável diante de desafios globais
Durante a abertura oficial da Expo Rio Preto 2025, o presidente do Fundo de Defesa da Citricultura – FUNDECITRUS, Antônio Juliano Ayres, destacou a importância do trabalho realizado em prol dos produtores e do setor cítrico brasileiro.
Em entrevista, Juliano Aires enfatizou o diferencial do Brasil no manejo de doenças que ameaçam a laranja, como o greening, problema que devastou plantações em outras regiões do mundo, como a Flórida, nos Estados Unidos.
Segundo Juliano, o FUNDECITRUS é “do produtor e para o produtor”, garantindo que as políticas e campanhas sanitárias sejam orientadas pela experiência e pelas necessidades de quem realmente está no campo. “O produtor dá o direcionamento. Nosso compromisso é manter a citricultura competitiva e sustentável, mesmo em regiões mais isoladas, como o Noroeste Paulista e Votuporanga, onde o índice de greening ainda é baixo”, explicou.
A atuação do fundo vai além do manejo sanitário. Juliano Aires ressaltou o esforço para democratizar o conhecimento técnico, levando informações estratégicas para pequenos e médios produtores. “A exposição cumpre um papel fundamental: o conhecimento que muitas vezes ficava em gavetas agora chega às mãos de quem cultiva a laranja diariamente. Isso fortalece a agricultura regional e promove práticas mais sustentáveis”, disse.
Outro tema abordado foi o impacto das tarifas internacionais sobre a citricultura brasileira. Juliano destacou que, embora o setor enfrente pressões comerciais, especialmente em negociações com os Estados Unidos, o diálogo constante e transparente com autoridades e instituições internacionais tem sido decisivo. “O diálogo, a ética e a parceria com universidades e setor privado nos Estados Unidos são a base para superar problemas como o greening e os desafios do comércio global”, afirmou.
A relação próxima com governos federal e estadual também é considerada essencial para a manutenção do setor. “O maior patrimônio que temos são as pessoas: os técnicos, os produtores e todos os envolvidos no DNA da citricultura. Eles são resilientes e estão vencendo os desafios com conhecimento, união e princípios sólidos”, concluiu Juliano.
Fotos: Jeniffer Maciel/ Gabinete
Por Claudio Correia – Especial para o Jornal Campo Aberto



