Entre os 19 Estados brasileiros cujos abates inspecionados de frango foram divulgados pelo IBGE, apenas dois deles registraram redução de volume em 2024. Outros seis estados (Acre, Alagoas, Amazonas, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe) mais o Distrito Federal não tiveram seus números individuais divulgados por conterem menos de três informantes. No conjunto, porém, a produção de carne de frango dessas sete Unidades Federativas foi quase um quarto menor que em 2023.
Rio Grande do Sul e Pará foram os dois estados que registraram queda de produção no ano passado. E, aqui, a queda mais significativa foi a da produção gaúcha, duramente afetada por eventos climáticos extremos no 1º semestre do ano. Não fosse isso e tivesse obtido o mesmo desempenho médio dos estados vizinhos (Paraná e Santa Catarina), a produção de carne de frango do Rio Grande do Sul teria aumentado em torno de 3,5% e a brasileira seria cerca de 1,5% maior que a registrada pelo IBGE.
A despeito da redução, o Rio Grande do Sul permaneceu na mesma quarta posição ocupada no ano anterior. Respondendo por 9,26% da carne de frango produzida em estabelecimentos inspecionados em 2024, ficou atrás apenas do Paraná (perto de 35% do total), Santa Catarina (cerca de 13,5%) e São Paulo (12%, aproximadamente).
Como os dados do Distrito Federal não foram divulgados, torna-se impossível dizer exatamente qual foi a produção da Região Centro-Oeste. Mas, isso considerado, constata-se que o Centro-Sul do País foi responsável por 93% do volume de carne de frango produzida em 2024.
A ressalvar, sempre, que os dados do IBGE se referem exclusivamente aos abates realizados em estabelecimentos sob algum tipo de inspeção oficial – federal, estadual ou municipal. Estima-se que correspondam a cerca de 90% da produção efetiva, o saldo de 10%, não inspecionado, estando representado por pequenas criações e/ou criações domésticas.

Fonte: AviSite