Como só no final de junho (dia 26) a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) divulgou o relatório em que o Brasil se autodeclarava “País livre da Influenza Aviária”, as exportações de carne de frango do período (última semana do mês) continuaram bastante restritas. Assim, entre 23 e 30 de junho, a média diária embarcada ficou aquém das 15 mil toneladas, contra – por exemplo – 22 mil e 23 mil toneladas/dia nos meses de abril e março passado. Em decorrência, a média diária de junho – 15.690 toneladas/dia – recuou 9,3% e 22,4% em relação, respectivamente, ao mês anterior e ao mesmo mês de 2024.
Também recuou, no mês, o preço médio alcançado pelo produto. Assim, após alcançarem em abril a melhor cotação do ano e superarem (pela primeira vez em meses) a faixa dos US$1.800,00/tonelada, os preços refluíram no bimestre maio/junho. Mesmo assim, ficaram ligeiramente acima – diferença a mais de 0,70% – do que foi registrado há um ano.
Essa pequena alta, obviamente, não teve o mínimo efeito sobre a receita cambial que – também pela primeira vez, mas agora em anos – retrocedeu à faixa mensal dos R$500 milhões. O valor registrado, cerca de US$564,2 milhões correspondeu a quedas de 13,82% sobre o mês anterior e de 22,55% sobre o mesmo mês do ano passado.
A despeito dos fracos resultados no bimestre final do 1º semestre de 2025, o desempenho no período ainda pode ser considerado positivo, pois o volume embarcado, pouco superior a 2,4 milhões de toneladas, recuou menos de meio por cento em relação ao mesmo semestre do ano passado, enquanto o preço médio registrou melhora próxima de 3%, possibilitando um aumento de 2,5% na receita cambial do período.

Fonte: AviSite



