Com Eduardo Santos à frente, grupo propõe um novo modelo de administração para garantir transparência, eficiência e rentabilidade à cadeia da borracha natural
A COOPBOR vive um momento de virada. Às vésperas de uma nova eleição, produtores e sangradores voltam a debater o futuro da cooperativa e o papel que ela deve exercer no fortalecimento da cadeia da borracha natural. Em meio a esse cenário, um grupo de lideranças com experiência comprovada no setor apresenta uma proposta de renovação — com foco em gestão técnica, diálogo e valorização do cooperado.
Durante o ProsaCast, programa do Jornal Campo Aberto, foi apresentada a chapa liderada por Eduardo Santos, presidente do Sindicato Rural de Aparecida do Taboado (MS) e candidato à presidência da COOPBOR.
Com ele, compõem a equipe Paulo Roberto Quartim Barbosa, presidente da Câmara Setorial da Borracha Natural do Estado de São Paulo, que concorre ao cargo de diretor administrativo, e João Donizete, executivo com mais de 40 anos de experiência em governança corporativa e ex-diretor do Grupo Votorantim, candidato a diretor financeiro.
O grupo defende uma gestão moderna, transparente e participativa, capaz de devolver à COOPBOR o protagonismo e a confiança dos cooperados.
“A cooperativa precisa de um comando técnico e comprometido com resultados. O produtor e o sangrador precisam enxergar na COOPBOR uma parceira real, que gere segurança e rentabilidade para o campo”, afirmou Eduardo Santos durante o debate.
Para Quartim, o fortalecimento da cooperativa passa pelo diálogo e pela união entre os associados.
“O cooperativismo é, antes de tudo, uma ferramenta de construção coletiva. Quando a gestão ouve e respeita os cooperados, todos ganham força e representatividade”, destacou o candidato a diretor administrativo.
Já João Donizete ressaltou que a saúde financeira da cooperativa depende de uma gestão responsável e estratégica.
“É preciso rigor na aplicação dos recursos e total transparência nas decisões. O cooperado tem o direito de saber como o seu dinheiro é administrado”, reforçou o candidato a diretor financeiro.
O grupo também chamou atenção para um ponto muitas vezes esquecido: por lei, quando uma cooperativa acumula prejuízos, os associados respondem solidariamente — inclusive com o próprio patrimônio.
A lembrança reforça a importância de gestores qualificados, éticos e tecnicamente preparados para conduzir a instituição com segurança e responsabilidade.
Para os integrantes da chapa, a eleição representa a oportunidade de reconstruir a confiança na COOPBOR e de criar um ambiente mais estável e rentável para toda a cadeia.
O objetivo é garantir que produtores e sangradores tenham condições reais de sustentabilidade econômica, com apoio técnico, gestão eficiente e uma política voltada ao desenvolvimento coletivo.
“A COOPBOR nasceu da união dos produtores organizados na APOTEX, e essa origem precisa ser lembrada. Cooperativismo é parceria, é servir ao outro, é construir juntos”, completou Eduardo Santos.
Mais do que uma disputa eleitoral, o movimento representa um chamado à renovação e ao fortalecimento do cooperativismo na borracha natural.
O episódio completo está disponível no canal do Jornal Campo Aberto no YouTube e nas plataformas de áudio.
Por Claudio Correia — Jornal Campo Aberto



