Conforme divulgou ontem o IBGE, o plantel brasileiro de galináceos foi estimado em cerca de 1,6 bilhão de cabeças em 31 de dezembro de 2024, resultado que representou aumento de 1,7% e novo recorde anual. Já o plantel de galinhas, correspondente a 17,5% do plantel de galináceos, aumentou quase 7% e, também atingindo novo recorde, aproximou-se dos 277,5 milhões de cabeças.
De princípio, dois alertas. O primeiro diz respeito ao termo “galináceo” que, por definição, tem uma acepção ampla, pois envolve, além das aves da espécie Gallus gallus domesticus, peru, faisão, codorna, pavão, entre outras. Assim, ainda que essas aves estejam presentes nos resultados da PPM, supõe-se que a maior parte delas esteja representada pelo frango de corte, aves machos e fêmeas.
O segundo alerta diz respeito à data do levantamento – pontual: 31 de dezembro. Pois nesse dia, o plantel de frangos, especificamente, estava representado por aves com, em média, 42 dias de idade. Ou seja: correspondiam a apenas um dos cinco a sete ciclos anuais de criação do frango.
Não é o que ocorre com as galinhas poedeiras, avós, matrizes ou comerciais, que têm mais de um ano de vida. Assim, neste caso, a variação anual corresponde muito de perto à realidade. Mas não com o frango de corte, cujo plantel em determinada data é influenciado pela antecipação ou retardamento dos abates.
De toda forma, a posição das Unidades Federativas no tocante ao plantel de galináceos corresponde, com poucas variações, àquela indicada em outro levantamento do IBGE, o relativo ao abate inspecionado, no qual Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul aparecem como estados líderes. E, neste caso, o plantel de galináceos paulista só supera o gaúcho e o catarinense devido à liderança de São Paulo no tocante às galinhas poedeiras.
Curiosamente, porém, os cinco estados que detêm o maior plantel de galináceos são os mesmos que detêm o maior plantel de poedeiras. O que muda, entre eles, é apenas a ordem.
Seria natural concluir, aqui, que isso é o “óbvio ululante”. Mas não é bem assim. Veja-se o caso do Espírito Santo: contando com o sexto maior plantel de poedeiras do País, a avicultura capixaba tem, também, em Santa Maria de Jetibá, o município brasileiro com maior número de poedeiras. Mas, no tocante ao plantel de galináceos, o Espírito Santo ficou na 12ª posição. Efeito, apenas, do curto ciclo de vida do frango de corte.]

Fonte: AviSite



