As portas foram reabertas no último dia de outubro passado. Mas isso não significa que os chineses tenham retomado as compras de carne de frango do Brasil. É verdade que em novembro elas foram quase cinco vezes maiores que as de outubro, mas ficaram limitadas a não mais que 137 toneladas, menos de meio por cento do volume registrado um ano antes, em novembro de 2024.
Considerada a média importada nos 17 meses transcorridos entre janeiro de 2024 e maio de 2025 (quando ocorreu o caso de IAAP na avicultura comercial), nos últimos seis meses a China deixou de receber do Brasil, em média, pelo menos 45 mil toneladas mensais de carne de frango. É o que faz com que o total exportado no ano pelo Brasil continue aquém do registrado em 2024.
Persistindo a ausência chinesa em dezembro corrente, o volume total exportado em 2025 pode ficar aquém do registrado no ano passado. A perspectiva é levantada frente ao comportamento histórico dos embarques no último mês de cada exercício – época, aliás, em que os estoques externos visando ao Natal e ao período de Festas já foram antecipadamente formados.
Uma análise dos últimos 18 anos aponta que as exportações do mês de dezembro têm correspondido a 8,55% do total anual. Supondo-se que esse índice se mantenha também em 2025 e considerando que já foram exportadas perto de 4,670 milhões de toneladas entre janeiro e novembro, o volume deste mês irá girar em torno das 436 mil toneladas, o que redunda em um total anual pouco superior a 5,100 milhões de toneladas – portanto, menos que o registrado em 2024 (5.156.840 toneladas).
E quanto é preciso exportar para, pelo menos, igualar o resultado do ano passado? Nada menos que um volume próximo de 487 mil toneladas, resultado similar ao de outubro passado e que correspondeu a um recorde histórico nas exportações brasileiras de carne de frango.
O desafio, neste caso, é que, com o feriado natalino e o período de Festas, os embarques decrescem sensivelmente. Mas nada impossível. Melhor ainda se a China retomar suas compras.

Fonte: AviSite



