O setor segue atento ao novo Plano Safra 2025/26, lançado com um volume recorde de R$ 546 bilhões. Apesar do valor expressivo, produtores e cooperativas têm levantado preocupações com a burocracia no acesso ao crédito, juros considerados altos e a falta de incentivo específico à produção sustentável nas regiões Norte e Nordeste. O cenário é de incerteza, justamente no momento em que decisões estratégicas precisam ser tomadas para a próxima safra.
No mercado pecuário paulista, o destaque é a queda na arroba do boi gordo, cotada hoje a R$ 310,65, com recuo de 2,13%, segundo o Cepea. A pressão vem da oferta elevada e da demanda interna ainda enfraquecida.
Por outro lado, o frango resfriado teve leve valorização: alta de 0,40%, sendo negociado a R$ 7,47 o quilo. Já no setor de suínos, o suíno vivo teve leve queda, fechando em R$ 8,75/kg, enquanto a carcaça especial suína subiu 0,16%, alcançando R$ 12,62/kg nos atacados da Grande São Paulo.
Nos grãos, a soja está sendo negociada entre R$ 129,13 e R$ 134,59 a saca de 60kg, com leve recuo. O milho também apresentou queda na região de Campinas, embora o valor exato ainda não esteja consolidado.
Na fruticultura industrial, a laranja para indústria, na caixa de 40,8kg, caiu 1,27%, sendo cotada a R$ 43,54. E o café arábica, pressionado por fatores climáticos e externos, teve queda de 2,27%, fechando o dia a R$ 1.834,36 a saca.
No cenário externo, a China segue com demanda mais moderada por grãos e proteínas, o que influencia o ritmo das exportações brasileiras. Já nos Estados Unidos, adversidades climáticas em regiões produtoras podem impactar a oferta global e mexer com os preços internacionais nas próximas semanas. O mercado brasileiro está atento, de olho em possíveis oportunidades de valorização.
E assim encerramos o Boletim Agro do Jornal Campo Aberto desta quarta-feira. Obrigado pela sua companhia! Eu sou Claudio Correia e volto amanhã. E não se esqueça: este conteúdo também está disponível no portal jornalcampoaberto.com
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