De acordo com a equipe do Departamento de Agricultura dos EUA em operação na África do Sul, a produção sul-africana de carne de frango – em franca recuperação após enfrentar surtos de Influenza Aviária – tende a registrar aumento de 4,31% no corrente exercício e outros 2% em 2026, obtendo recordes sucessivos e acumulando expansão de, aproximadamente, 6,5% em apenas um biênio.
Em contrapartida, as importações recuam em níveis significativamente maiores: menos 6,34% em 2025; menos 5,23% em 2026, o que redunda em uma queda de 11,25% em um biênio.
Como responde por 86% do volume importado anualmente pela África do Sul, o Brasil será o fornecedor mais afetado por essas quedas. Que se acentuaram após o registro de IAAP na avicultura comercial brasileira, mas já vinham de meses anteriores – “devido a políticas protecionistas e tarifas elevadas”, observa o USDA.
Além do Brasil, têm atendido a África do Sul principalmente a Argentina (8% do total importado) e a União Europeia (5%). O 1% restante está distribuído entre outros países, como os EUA, que, no 1º semestre de 2025, exportaram para o mercado sul-africano cerca de 8.500 toneladas de carne de frango, contra – por exemplo – 133 mil toneladas exportadas pelo Brasil.
Nos últimos anos a África do Sul tem ocupado a 5ª posição entre os principais importadores da carne de frango brasileira. Com pouco mais de 160 mil toneladas, manteve essa posição nos oito primeiros meses de 2025. Mas como mais de 60% de suas importações estão concentradas na carne mecanicamente separada (de baixo valor), a receita cambial dela decorrente (US$104 milhões) a coloca na 16ª posição.

Fonte: AviSite



