Usina Santa Rosa entra com pedido de recuperação judicial

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Usina já está à venda em certame realizado pela empresa Sublime Leilões

A Usina Santa Rosa, do grupo Labronici, entrou com um pedido de recuperação judicial no início desta semana, no Foro de Boituva (SP), cidade onde está sediada. A unidade tem capacidade de moagem de 904,5 mil toneladas de cana por safra e produção autorizada de 180 mil litros de etanol hidratado por dia.

A princípio, a juíza Heloisa Helena Franchi Nogueira Lucas, da 2ª Vara do Foro de Boituva, aceitou o valor atribuído à causa – de R$ 100 mil –, mas se reservou o direito de determinar uma eventual “complementação das custas de acordo com o montante do passivo efetivamente submetido ao processo de recuperação”, conforme consta na primeira decisão do processo.

Para dar deferimento ao processamento da recuperação judicial, ela também exige que seja feita uma averiguação da usina para constatar “a real situação do funcionamento das empresas envolvidas”, além de uma análise da documentação já apresentada pela empresa. Para esta auditoria, a juíza nomeou a Deloitte Brasil.

A decisão se deve ao fato de que os documentos anexados ao pedido de recuperação foram feitos de forma unilateral, pela própria empresa. Como se trata de informações contábeis, é preciso que haja a conferência dos números por uma empresa especializada, que poderá dizer se as contas representam a real situação econômica da unidade, e se há uma viabilidade mínima para o processo de recuperação.

A juíza ainda determinou o prazo de cinco dias úteis, a partir de 30 de outubro, para a Deloitte apresentar o resultado dos trabalhos de averiguação.

 

Usina já está à venda

A Usina Santa Rosa vive uma crise financeira desde 2014, quando a situação desfavorável do setor e uma seca histórica fizeram com que ela ficasse descapitalizada e sem condições de pagar tanto trabalhadores quanto fornecedores.

Além disso, o complexo industrial da usina está disponível em leilão, solicitado pelo Itaú Unibanco. O certame já na segunda praça – a primeira ocorreu entre 22 e 25 de outubro, mas não teve lances. A segunda começou ainda no dia 25 de outubro e vai até 15 de novembro.

O imóvel, composto por 13,4 hectares de área foi avaliado em R$ 597,03 milhões. Porém, o lance inicial da segunda praça tem um desconto de 40%, ficando em R$ 358,22 milhões, com incremento de R$ 5 milhões.

Os bens em leilão incluem canaviais, benfeitorias, galpões e a própria usina, mas não representam a totalidade dos imóveis da companhia.

Por Rafaella Coury

Fonte: novaCana.com

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