Indicações geográficas: acordo garante a proteção da ‘mozzarella’ para uso global

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O esforço da União Europeia de assumir a propriedade exclusiva de termos comuns de queijos com base na origem terminou em um acordo, protegendo o destino da “mozzarella” em todo o mundo.

O uso de rótulos como parmesão, feta, asiago e mozzarella no queijo foi desafiado pela prioridade das indicações geográficas (IG), particularmente da Europa. Mas uma nova proteção para a Denominação de Origem Protegida Mozzarella di Bufala Campana (DOP) foi estabelecida nos EUA e em todo o mundo.

O acordo foi anunciado na semana passada entre o Consorzio Tutela Mozzarella de Bufala Campana, o Conselho de Exportação de Laticínios dos EUA (USDEC) e o Consórcio de Nomes Alimentares Comuns (CCFN) pelo uso gratuito do termo genérico “mozzarella” no queijo.

A American Dairy Coalition (ADC) disse que o novo acordo é “de importância crítica” porque a aplicação de IGs resultaria nos produtores dos EUA terem que rotular seus queijos com nomes desconhecidos e “impedir a concorrência dos produtos lácteos nos mercados globais”.

“O efeito cascata negativo sobre as economias dos EUA seria substancial, já que os consumidores enfrentariam confusão sobre termos não familiares e, em última análise, preços mais altos e menos opções”, disse a ADC.

Os EUA são o maior mercado de exportação da Mozzarella di Bufala Campana fora da UE e a ADC acredita que este acordo é um passo significativo para “manter a integridade e transparência dos produtos lácteos e nivelar justamente o campo de atuação nos mercados globais”.

Como parte do acordo, os grupos enviaram uma carta conjunta à Comissão Europeia e aos governos dos Estados Unidos e da Itália, solicitando que eles defendam a decisão de proteger tanto o nome Mozzarella di Bufala Campana quanto o uso livre do termo mozzarella nos mercados em todo o mundo.

Laurie Fischer, CEO da ADC, disse: “é vital que os consumidores tenham transparência e consciência dos produtos lácteos de qualidade disponíveis para eles. Além disso, é de igual importância que os produtores de leite dos EUA recebam acesso justo ao idioma para ter a oportunidade de serem competitivos nos mercados globais. Este acordo é um passo importante no fornecimento de clareza e definição muito necessária e estabelece a precedência para a classificação de outros queijos. Estamos ansiosos para ver como a conversa evolui e o impacto que isso causará nos mercados dos EUA e globalmente”.

As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

 

Fonte: MilkPoint

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