Boas Práticas De Aplicação Aérea

Agadir Jhonatan Mossmann Colunistas Últimas notícias

A aviação agrícola é uma atividade extremamente regulamentada, responde a diversos órgãos, incluindo entre esses a ANAC- Agencia Nacional de aviação, MAPA – ministério da agricultura, pecuária e abastecimento, além dos órgãos ambientais estaduais, CREA – conselho regional de engenharia e arquitetura, IBAMA e outros.

Toda essa regulamentação tem como base manter a segurança nas aplicações, visando a continua qualificação do operador.

Como por exemplo podemos citar o Ministério da agricultura que determina em instrução normativa própria que toda empresa ou pessoa física que opere na atividade aero agrícola devem possuir um pátio de descontaminação com capacidade de operação de acordo com o número de aeronaves e que comporte sua aeronave de maior porte, ainda nessa mesma instrução normativa ressalta que o operador aero agrícola deve manter um técnico agrícola com curso de executor em aviação agrícola, um Eng. Agrônomo responsável pela empresa ou pelo operador privado, e que estes acompanhe todas as atividades.

Estipula também as distancias mínimas para as aplicações, sendo quinhentos metros de povoações, cidades, vilas, bairros, de mananciais de captação de água para abastecimento de população, e de duzentos e cinquenta metros de mananciais de água, moradias isoladas e grupamentos de animais.

Faz parte das boas práticas dessa atividade o uso de Epis – equipamento de proteção individual pelos profissionais envolvidos nas operações, e a verificação das condições meteorológicas a cada operação, analisando se as condições estão atendendo as recomendações da bula ou do receituário agronômico.

Uma aplicação de qualidade inicia-se com a preparação de todos os equipamentos de pulverização sendo regulados, o que garante uma aplicação uniforme e eficiente.

A aplicação aérea permite utilizamos menos água, isso traz uma maior concentração de produto na gota e no alvo.

Tratando-se de economia no uso da agua, temos ainda a possibilidade de reaproveitarmos a agua utilizada no processo de descontaminação da aeronave em outras aplicações. O reaproveitamento da agua é um dos benefícios do pátio de descontaminação, visando a preservação do meio ambiente.

Antes de cada operação é realizado uma análise detalhada da área a ser pulverizada levando em consideração as medidas de segurança operacional, atendendo os requisitos das distâncias exigidas pelo MAPA.

Para toda aplicação área é obrigatório a elaboração de um relatório informando as condições climáticas, os equipamentos utilizados, um croqui da área onde foi feita a aplicação, produtos utilizados com suas classificações, dosagens e outros.

Entre as várias vantagens da aplicação aérea podemos destacar:

Não amassamento da cultura;

Não compactação do solo;

Agilidade na aplicação;

Aplicação em qualquer tipo de terreno;

Faz vários tipos de vazões para diferentes tipos de aplicações;

Utiliza o mínimo de água possível com eficácia na aplicação;

As boas práticas no processo de pulverização aérea e o correto uso dos defensivos agrícolas garantem a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente.

 

Dourados – MS 01/03/2019

 

Agadir Jhonatan Mossmann

Eng. Agrônomo

Gestor Ambiental

GESTOR DE SEGURANÇA OPERACIONAL (GSO)

Contatos:

Fone: (67) 99637-3032

E-mail: Agadireng.agrônomo@yahoo.com.br

Formação Acadêmica/Titulação

• 2016 – 2017 Especialização ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta) UNOESTE – Universidade do Oeste Paulista, Fundação MS.
• 2011 – 2012 Especialização em Gestão Ambiental. Universidade Anhanguera UNIDERP, Dourados – MS, Brasil.
• 2007 – 2010 Graduação em Engenharia Agronômica. Centro Universitário da Grande Dourados MS, UNIGRAN, Dourados, Brasil.

Resumo das Qualificações:
• 6 anos de conhecimento no setor de químicos, executando atividades no setor Planejamento, Coordenação e Principalmente Comercial.
• Amplo conhecimento em grandes culturas agrícolas (Soja, Milho, Cana-de-açúcar, eucalipto e Feijão).
• 3 anos com experiência em pulverização aérea de defensivos agrícolas, atuando como Responsável Técnico e Coordenador.

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