Incidência de ‘greening’ cresce 8% nas plantações de laranja de SP e MG

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Longos períodos de chuva em 2017 favoreceram as folhas novas, que alimentam o inseto transmissor. No combate, vale usar aplicativos para monitorar plantas fora das propriedades.

 

A incidência de “greening” ou “amarelão”, doença que atinge plantações de laranja e outros citros, aumentou 8% do ano passado para cá em São Paulo e Minas Gerais, principais regiões produtoras.

Quando a doença atinge uma árvore, o fruto perde tamanho, fica mais ácido e cai do pé antes do tempo. Há 35 milhões de pés de laranja contaminados.

O transmissor é um inseto chamado psilídeo, que se alimenta em folhas novas.

“No ano de 2017, nós tivemos períodos longos de chuva que favoreceram essas brotações, essas folhas novas e, consequentemente, um período mais longo de insetos se reproduzindo”, explica Bruno Danieli, que é engenheiro agrônomo do Fundecitrus, o fundo de defesa da citricultura.

Combate

Na guerra contra a doença, o Fundecitrus e os citricultores fazem uma força-tarefa. Entre as armas estão pulverização e armadilhas que atraem o psilídeo pela cor da cartela onde acaba ficando colado.

Com um aplicativo, técnicos do Fundecitrus também rastreiam plantas doentes perto das propriedades que cultivam laranja com fins comerciais.

Além de laranja, limão, tangerina, poncã, eles verificam a murta, que é uma das plantas que o psilídeo usa para procriação.

Eles convencem os pequenos produtores a arrancarem os pés doentes em troca de mudas de outras árvores frutíferas.

Toda essa estratégia exige um investimento alto. “Hoje ela pode representar de 20 a 30% do custo final de produção da laranja”, diz o produtor Frederico Fonseca Lopes. “Agora, se a gente não faz isso acaba perdendo o principal, que são as plantas, então é fundamental com que a gente consiga investir no combate da doença dentro da propriedade.”

Fonte: G1

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