BRF dá férias coletivas para funcionários em Mineiros (GO)

A BRF S.A. informou na segunda-feira (12) que concedeu férias coletivas para funcionários da unidade de Mineiros (GO), uma das plantas investigadas pela Operação Trapaça da Polícia Federal.

Na linha de produção de perus, 497 funcionários entraram em férias de 30 dias, a partir da segunda-feira (12).

“As férias estavam planejadas desde o ano passado”, informou a BRF em nota, detalhando que a parada será destinada à readequação do layout. “Os colaboradores, o sindicato da categoria e o Ministério Público foram devidamente informados entre janeiro e fevereiro.”

Outros 623 colaboradores da linha de frangos da unidade entraram em férias de dez dias. “O motivo é que a área passará por uma adaptação para ampliar a capacidade da linha de corte”, informou a BRF em nota à imprensa.

A unidade de Mineiros é uma das três plantas de abate da BRF que teve as exportações suspensas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para 12 países, após investigação da terceira fase da Operação Carne Fraca encontrar indícios de envolvimento de funcionários da BRF em fraudes na emissão de laudos laboratoriais sobre a presença de salmonela nas carnes.

Funcionários investigados da BRF são afastados de funções na empresa

Funcionários da BRF S.A. investigados na Operação Trapaça estão impedidos de exercerem suas funções na empresa por uma decisão da Justiça Federal emitida na quinta-feira (09).

A Operação Trapaça, terceira fase da Operação Carne Fraca, investiga fraude na emissão de laudos laboratoriais sobre a presença de salmonela em carnes produzidas pela BRF.

O diretor da BRF André Luís Baldissera, que tinha sido afastado da empresa mas que ainda recebia salário, é um dos executivos que está impedido de exercer funções na companhia e de acessar ou frequentar quaisquer estabelecimentos ligados à BRF, “para evitar o risco de novas infrações”, segundo a decisão da Justiça.

A decisão também atinge Décio Luiz Goldoni (gerente agropecuário da planta da BRF de Carambeí), Fabiana Rassweiller de Souza (responsável pelo setor de Assuntos Regulatórios do Corporativo do grupo BRF), Harissa Silvério El Ghoz Frausto (atuante perante os laboratórios de análises que atendiam a BRF) e Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior (ex-vice-presidente da BRF até 26 de fevereiro de 2018).

A decisão também impossibilita a investigada Harissa Silvério El Ghoz Frausto de acessar ou frequentar quaisquer unidades/sedes/escritórios/laboratórios das empresas Allabor Laboratórios Ltda., Bioagri Ambiental Ltda., Laboratórios São Camilo de Análises de Alimentos e Água Ltda. e Laboratório Merieux Nutriscience Corporation.

A analista de qualidade da fábrica de rações da BRF em Chapecó, Natacha Camilotti Mascarello, também já tinha sido afastada de suas funções por decisão judicial anterior.

Caso descumpram as medidas cautelares, os funcionários ficam sujeitos à decretação de prisão preventiva.

A decisão atende pedido do Ministério Público Federal em Ponta Grossa (PR).

Pedro Faria, ex-CEO da BRF, que tinha sido preso temporariamente no início do mês como parte das investigações, foi solto na sexta-feira (12). Ele deixou a empresa em dezembro do ano passado.

 

Fonte: CarneTec Brasil

Deixe uma resposta