Proibir pulverização aérea é medida desproporcional, um erro que compromete de forma grave o equilíbrio ambiental, alimentar e econômico para TODOS, sem exceção

Temos acompanhado uma verdadeira onda de propostas e projetos de lei envolvendo o uso da aviação aero agrícola, criando uma imagem negativa em torno dessa ferramenta imprescindível nas cadeias alimentar, econômica e social.

Infelizmente, de forma hipócrita e ignorante, ALGUNS políticos agem de forma irresponsável e populista, criando projetos sem NENHUMA FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICA e usando a população como massa de manobra.

Na tarde da última quarta-feira (14) os vereadores da Câmara Municipal da cidade de Americana-SP, colocaram em votação o Projeto de Lei de n° 53/2017, do vereador Professor Padre Sérgio (PT), que dispõe sobre a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos no âmbito do Município. O nobre Edil demonstrou total desconhecimento sobre o assunto e se absteve de consultar especialistas sobre as consequências desse projeto.

Representantes do Sindag – Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola, do SNA – Sindicato Nacional dos Aeronautas, da UNICA – União da Indústria de Cana de Açucar e empresários dos setores que fazem parte dessa atividade, estiveram presentes na sessão com o objetivo de orientar e levar aos vereadores da casa mais conhecimento sobre a atividade em questão, onde foram muito bem recebidos. De forma organizada, coerente e equilibrada, tiveram a oportunidade de esclarecer e inclusive alertar para o grande perigo de transferir essa atividade tão importante para ferramentas, como tratores, auto propelidos e costais, que não são passíveis de fiscalização.

Entendendo a importância desses esclarecimentos, o vereador Thiago Martins (PV) deu total atenção ao assunto. Segundo ele, o projeto foi aprovado em primeira votação por acreditarem que a aptidão do município não era agrícola e sim industrial. Tomando conhecimento dos sérios problemas que esse projeto caso aprovado poderia trazer, fez uma movimentação junto aos outros vereadores para buscarem mais informações e para isso teriam que ter mais tempo.

Abaixo a nota enviada pela assessoria do Vereador Thiago Martins

Na tarde desta quarta-feira (14), esteve na pauta da Sessão Legislativa da Câmara Municipal de Americana (SP), a segunda discussão sobre o Projeto de Lei de n° 53/2017, do vereador Professor Padre Sérgio (PT), que dispõe sobre a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos no âmbito do Município.
O Projeto, que havia sido aprovado unanimemente em sua primeira votação, mobilizou líderes de movimentos da agricultura orgânica que alegaram contaminações frequentes causadas por agrotóxicos na região e, ainda, representantes de empresas e sindicato dos setores de agronegócios de mais de vinte cidades de todo o país, acompanhados por professores, advogados e membros de equipes de trabalho que expuseram índices de contaminação maiores nos meios de pulverização de solo do que nos viabilizados por meio de aeronaves.
Na reunião também se debateu a falta de fiscalização nos meios tradicionais de cuidados às lavouras, que quando levada ao âmbito aéreo acarreta em uma série de obrigações, regulamentações e fiscalização intensiva por órgãos governamentais, o que reduz o número de acidentes.
O Vereador de Americana, Thiago Martins (PV), organizou junto ao Presidente da Câmara, Alfredo Ondas (PMDB), reunião no início da Sessão para que as duas partes fossem ouvidas por todos os vereadores da Casa.
“É de extrema importância ouvir os dois lados, o papel do vereador é o debate e não podemos correr o risco de prejudicar a economia, o emprego, a vida e a saúde da população por falta de discussões sérias”, ressaltou Martins.

 

Já passou da hora de separar o joio do trigo e de nos concentrarmos em uma solução que seja sensata, equilibrada e construtiva. Temos a obrigação e a responsabilidade de esclarecer os fatos para a população que já sofre com tantos desmandos e descasos nesse país.

Não podemos colocar em risco tudo de positivo que já foi conquistado. Devemos construir uma agenda POSITIVA que fortaleça ainda mais a segurança e o meio ambiente e que nos dê tranquilidade e certeza de que todos os envolvidos não sejam prejudicados por ações ou propostas que sejam um retrocesso, um imenso retrocesso.

 

Jornal Campo Aberto

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